Carta ao Papa, escrita por um ex-islamita convertido ao catolicismo

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“Caro Papa: Acolhei no Vaticano os muçulmanos convertidos a Jesus”

(Mensagem do eurodeputado Magdi Cristiano Allam(*) ao Papa Bento XVI, publicada no “Il Giornale” de Roma em 15-10-12)

Veja a carta do euro-deputado ao Papa Bento XVI, pedindo medidas para ajudar os muçulmanos que estão se convertendo ao catolicismo.

Peço ao Papa que teve a coragem de conceder-me o batismo [foto ao lado], vencendo o medo da vingança islâmica e a resistência interna da Igreja, de acolher-me junto com uma delegação de muçulmanos convertidos ao cristianismo na Europa e no mundo.

A ideia, que eu aceitei imediatamente com entusiasmo, é de Mohammed Christophe Bilek, franco-argelino que fundou a associação Notre Dame de Kabyla.

Através do site www.notredamedekabylie.net, ele promove uma missão para a conversão dos muçulmanos ao cristianismo por meio de um diálogo baseado na certeza da nossa fé e na exortação constante de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15-18).

Embora o fenômeno esteja envolto na discrição, tornando, portanto, difícil informá-lo com certeza, pode-se afirmar a partir de diversas fontes que seriam muitíssimos os muçulmanos que abraçam a fé de Jesus Cristo.

Em 2006, entrevistado pela [televisão] Al-Jazeera, o xeque Ahmad al-Qataani deu estes números: “A cada hora, 667 muçulmanos se convertem ao cristianismo. A cada dia, 16 mil muçulmanos se convertem ao cristianismo. A cada ano, 6 milhões de muçulmanos se convertem ao cristianismo”.

Falando ontem em Paris, Bilek disse que até na Arábia Saudita, berço do Islã e reduto dos dois principais lugares de culto islâmico, haveria 120.000 muçulmanos convertidos ao cristianismo.

Os dados de 2008 indicam que os muçulmanos convertidos somavam 5 milhões no Sudão, 250 mil na Malásia, mais de 50 mil no Egito, de 25 a 40 mil no Marrocos, 50 mil no Irã, 5 mil no Iraque, 10 mil na Índia, 10 mil no Afeganistão, 15 mil no Cazaquistão e 30 mil no Uzbequistão.

Estive em Paris neste fim de semana, para pronunciar uma palestra intitulada “A Europa e suas raízes face à perseguição da cristianofobia”, organizada pelas associações Tradição Família e Propriedade, presidida por Xavier da Silveira, e Chrétienté-Solidarité, fundada por Bernard Antony.

Era o dia seguinte ao anúncio da atribuição do Prêmio Nobel da Paz à União Europeia. Que escândalo, no momento em que a União Europeia está alinhada na Síria com os extremistas islâmicos que estão perpetrando ao pé da letra um genocídio contra os cristãos!

No fim da tarde, na praça em frente à igreja de Santo Agostinho, junto com um argelino berbere que também se converteu, participei de uma vigília de oração e solidariedade com os cristãos perseguidos.
Em meu discurso, ousei fazer esta previsão:
Quanto mais vou adiante, mais olho em volta, mais valorizo tudo, mais estou convencido de que o futuro da civilização laica e liberal, da democracia e do Estado de Direito, vai depender de sua capacidade de tomar distâncias em relação ao Islã enquanto religião, sem discriminar os muçulmanos enquanto pessoas.
Eis por que fico cada vez mais convencido de que seremos salvos pelos cristãos que fugiram da perseguição islâmica. Só quem já experimentou pessoalmente a tirania islâmica saberá convencer o Ocidente sobre a verdade do Islã.
Aqueles que se mantiveram firmes na fé de Jesus Cristo derrotarão o Islã, salvarão o Cristianismo neste Ocidente descristianizado e salvarão nossa civilização. Obrigado, Jesus.
E, imediatamente após a minha palestra, diante de 500 pessoas que testemunham a resistência do cristianismo, Bilek me fez o convite para promover uma associação que reúna os muçulmanos convertidos ao cristianismo em toda a Europa.

Para mim, a ideia de ser classificado de “ex”-muçulmano verdadeiramente não me agrada. Sinto-me e quero ser considerado exclusivamente cristão, do mesmo modo que sou orgulhosamente italiano, embora de origem egípcia.

Mas faço meu o conteúdo da mensagem: é preciso dar à luz uma instituição que encoraje os muçulmanos a superarem o medo, para serem batizados publicamente, para viverem abertamente sua nova fé.

Nós dois estamos cientes de que o verdadeiro problema provém dos cristãos natos, porque eles são os primeiros a terem medo. São inúmeras as denúncias de muçulmanos que gostariam de receber o batismo, mas que sofrem a recusa de padres católicos, os quais não querem violar as leis dos países islâmicos que proíbem e punem com prisão — e por vezes com a morte — tanto quem faz o trabalho de proselitismo como quem incorre no “crime” de apostasia.

É paradoxal que enquanto as igrejas vão se esvaziando cada vez mais, a ponto de serem colocadas à venda e acabarem se transformando em mesquitas, a Igreja bloqueie a conversão de muçulmanos ao cristianismo.

É por isso que apelo ao Santo Padre: acolha no Vaticano os convertidos ao cristianismo, a fim de enviar uma mensagem forte e clara a todos os pastores da Igreja em favor da evangelização dos muçulmanos. Serão eles que nos libertarão da ditadura do relativismo religioso que nos obriga a legitimar o Islã, que restaurarão entre nós a fé sólida na verdade em Cristo, e que salvarão a nossa civilização laica e liberal que, gostemos ou não, está baseada no cristianismo.

(*) Magdi Cristiano Allam: Nascido no Cairo (Egito) em 1952, de pais muçulmanos, Magdi Allam estudou com os padres salesianos. Emigrou em 1972 para Roma, onde se licenciou em sociologia pela Universidade La Sapienza. Trabalhou nos jornais “Il Manifesto”, “La Repubblica”, foi vice-diretor do “Corriere della Sera”. Considerado um dos muçulmanos mais influentes da Europa, recebeu ameaças de morte por suas posições contrárias ao terrorismo islâmico. O conceituado jornalista é autor de uma dezena de livros. Estudou longamente o Cristianismo e convenceu-se de sua veracidade. Em 23 de março de 2008, durante a cerimônia da vigília pascal, recebeu na Basílica de São Pedro o batismo das mãos do Papa Bento XVI — ocasião em que acrescentou Cristiano a seu nome. Sua conversão ao catolicismo teve repercussão mundial. Atualmente, o ex-islamita é deputado do Parlamento Europeu e preside o movimento político, por ele fundado em 2011, Io Amo l´Italia (Eu amo a Itália).


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9 COMENTÁRIOS

  1. O Islã é a treva sobre o mundo! Na prática só sobrevive pela opressão as mulheres e as crianças, fanatizadas desde a infância. O muçulmano vem para o ocidente, aproveita de toda a liberdade, começando pela religiosa, pela econômica e etc.. Ele pode viver 100 anos aqui mas, não se integra na sociedade, não é amigo de ninguém e nunca tem opinião nenhuma sobre os atos terroristas, sobre as perseguições e mortes de milhares de cristãos em todo o mundo muçulmano. Palavra de quem já viveu lá..

  2. É, os “babaquinhas” de esquerda aceitam cegamente a balela de que “o Islamismo é uma religião tolerante e de paz”, e ficam horrorizados todas as vezes que alguém ousa falar o contrário. Quem pensa diferente é “preconceituoso”, “intolerante”. O problema é que não é o caso. O Islamismo quer conquistar o mundo, isso desde que surgiu. Maomé, o fundador, pregava isso. Como a moral islâmica só se aplica aos muçulmanos, eles mentem o quanto querem para o Ocidente e os outros “infiéis”. Ele diz tolerar o Cristianismo e o Judaísmo, mas a verdade é que ele oprime os povos que não se convertem com impostos e leis injustas. Além do mais, ele tolera que uma pessoa seja cristã se ela sempre foi cristã. Se um muçulmano se converter ao Cristianismo, a pena é a morte para o convertido e quem o tentou converter. Eles usam a desculpa de que sua belicosidade, a forma como eles tratam as mulheres e todas as coisas horríveis do mundo islâmico são resultado da cultura desses países, não da religião. Basta ler o Alcorão e os Ditos do Profeta e verão que sim, o Islã é responsável por tudo isso.

    Claro que eu não estou falando de cada muçulmano individualmente. Alguns mal sabem o que estão defendendo, nunca tendo lido as coisas “feias” que seus líderes liberais lhes escondem. Mas é isso que está por trás de toda essa religião. Eles acabam servindo de idiotas úteis.

  3. Que DEUS Nosso Pai pai , Jesus Nosso Senhor e a ação do Espirito Santo continue a derramar bençãos na vida de nossos irmãos Islamicos de Conversão. Salve Maria Imaculada.
    Paz a todos.

  4. Que Deus em seu infinito amor, possa conceder a força necessário a este novo Cristão, que renasceu para a luta a favor da salvação. Isso é “Amar a Deus sobre todas as coisas”, ele poderia mto bem ter se convertido e ficado na dele, mas ele quer lutar por Cristo, isso é lindo, isto é a ação do Espírito Santo, pois este homem, no momento do batismo, deixou que o Espírito de Deus realmente, repousasse sobre ele. Amém!

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