O que nem a bomba atômica conseguiu, a ‘cultura da morte’ está obtendo: extinguir a população do Japão.
Uma subcomissão ad hoc do Conselho de Política do Japão chegou à conclusão de que quase metade dos municípios do país terá dificuldades para continuar existindo normalmente até 2040, informou a BBC Brasil.
O estudo focou a população de mulheres com idade de 20 a 39 anos, pois elas são o fator-chave para o futuro da população japonesa.
Liderada pelo ex-ministro de Assuntos Internos, Hiroya Masuda, dita subcomissão elaborou a lista das cidades, vilas e aldeias cujas populações diminuirão em pelo menos 50% no período 2010-2040, se continuarem as atuais tendências anti-populacionais.
A estimativa está baseada nas estatísticas do Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social.
O Instituto apontou 896 municípios, ou 49,8% do total do país, como locais que podem desaparecer, virando cidades fantasma.
523 localidades, cujas populações estão abaixo de 10 mil moradores – cerca de 30% do total –, tendem a “quebrar” por falta de crianças nas próximas décadas.
Em contrapartida, a população aumenta nas grandes cidades, procurando emprego, dinheiro e sensações, mas sem pensar na família e em ter filhos.
O governo japonês quer formar um comitê para tratar exclusivamente da regeneração das cidades do interior, focado principalmente na criação de postos de trabalho para jovens e no aumento da taxa de natalidade.
A situação do Japão é muito grave. Mas em situação semelhante estão todos os países da Europa,inclusive a Rússia, bem como o Canadá e EUA (este último só não é tão grave por causa da imigração de mexicanos e de outras etnias). A causa disso é o controle de natalidade. Muito em breve a Europa terá maioria islâmica e deixará de haver liberdade para cristãos.
Só não estou entendendo uma coisa, se a população cresce nas grandes cidades, então porque não direcionar esforços e incentivos fiscais
de modo a atrair empresas e empregos para as cidades do interior?
É uma questão de física pura, princípio dos vasos comunicantes.
No Brasil, tivemos um exemplo do sucesso dos incentivos fiscais
para direcionar o desenvolvimento para uma determinada região, foi o caso da Zona Franca de Manaus, graças a esta iniciativa, o Amazonas figura entre os Estados ricos da federação.
Na Argentina, outro exemplo, a Zona franca de Ushuaia, atrai muitos turistas, seu desenvolvimento não é maior por conta do clima, é última cidade povoada do hemisfério sul, o frio não dá trégua naquela região.
No caso do Japão, o esvaziamento das grandes cidades seria saudável, reduziria os problemas de trânsito, poluição ambiental e índice de criminalidade (que no Japão é baixo), como diria aquele velho provérbio popular: “de uma só cajadada, mata-se dois coelhos”!